Tendo em mim essa liberdade louca a qual eu já dei o nome de 'eu mesmo' quero dizer que quero ser sempre assim, eu mesmo, assim, Ana. É como se a cada ano vivido eu sentisse os grilhões pesando menos e como se eu me ajeitasse mais um pouquinho dentro de minha própria pele. Parece tão egoísta que eu tenha um blog e volte nesse assunto sempre, mas eu preciso me lembrar sempre de quem eu sou e porque sou o que sou. Eu passei mais da metade dessa curta vida tentando agradar, me moldar. E de uns anos pra cá essa necessidade se esvai e eu me encanto com meu próprio aprendizado. Eu sei, sou Narcisa demais. Mas sabe quando o bebê descobre suas próprias mãos e fica assim encarando-as por algum tempo? Esta sou eu, maravilhada que a experiência me tenha sido tão extraordinária até agora.
Mas eu quero mais, muito mais.
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