quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Sem lamúrias e com afeto.
Toda vez que eu penso em meu avô, meus olhos marejam. E ele, homem ativo que era, não era muito dado a homenagens e nem lamúrias. Eu tento sempre pensar nele assim. Sem lamúrias e homenagens mas com uma saudade indizível. Meu avô era um homem bom. Nasceu uma pedra bruta, sempre foi impulsivo e emocional. Isso conferia a ele a fama de bravo, de grosso, de estúpido. Por outro lado, ele conseguia ser tão sentimental que chorava falando do pai dele ou de algum musical que ele gostasse muito. Ao longo dos anos, ele foi amansando e vendo a vida com outros olhos. Quando eu nascí ele ainda era meio bravinho, mas ele tinha tanto amor dentro dele que quase transbordava. Ele brincava se chamando de "professor de amor" e hoje eu acredito nisso com sinceridade. Meu avô tinha tanto amor dentro dele que a única coisa a que ele se dedicava no final da vida era ajudar as pessoas. Era trabalho voluntário, doações, palavras amigas, ensinamentos, todos atos do mesmo amor que ele dedicava aos seus familiares e amigos. E por isso, três anos após o seu falecimento que ao invés de me lamuriar eu pretendo dedicar esse cinco de fevereiro ao único sentimento que eu poderia sentir quando penso nele: o amor. À minha família,meu namorado, meus amigos, meu trabalho e a todas as pessoas que porventura leiam esse blog, todo o meu amor, em palavras, para vocês. Beijos.
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