É um momento curto, uma faísca quase insignificante. O momento em que se forma alguma maldade sob seus olhos, você rí e seu coração se agita. Segundos que fazem a diferença. Foi num desses momentos em que eu descobrí a fraqueza dele. A fraqueza dele sou eu. E ele tem lutado, mas não pôde me resistir. Mas no momento em que eu descobrí a fraqueza foi como se ele tivesse partido, como se eu tivesse deixado de amá-lo para todo o sempre. E foi com uma falsa excitação que eu respondí à sua excitação. E quanto mais ele sentia prazer, mais eu sentia o asco. Eu fingí, como toda mulher há de ter feito uma vez na vida, me sentindo inteiramente vazia e totalmente má. Má, porque eu corrompí a única coisa preciosa que ele tem: o amor. Má porque eu fiz de propósito, porque eu usei isso para me sentir melhor. Má porque agora aquela mulher insuportável que ele ostenta vai ter que sentir meu gosto quando ele voltar para a casa. E o melhor de tudo, ela nunca saberá, que o gosto era meu, ela nunca saberá que ele me fez juras e que ele ficaria mais uma vez, se eu assim pedisse. Ela nunca vai saber que o poder que ela tem sobre ele fui eu quem dei. E isso me fez sentir má e satisfeita. Mas esse momento é curto, é um sorriso que te perpassa os lábios e depois te esfria como o mais gélido dos mármores. Eis me pedra, novamente.
Um comentário:
Esse sentimento que rápido se esvai é tão típico... tão real esse 'desencantamento'.
E a "mulher pedra" parece combinar com o "insensível" das minhas odes..
uhahuauhuhahuauhahuauhahuhua
^^
Thiago Assis,
www.thiagogaru.blogspot.com
Postar um comentário