Pecados
Eu prefiro me calar, para não ter que confessar pecados.
Os pecados mais absurdos.
Que eu cometo em seu nome.
Silenciosos e sujos,
com a tua insígnia gravada na carne.
Aquela noite romântica virando a cabeça pras estrelas
apenas porque não haviam estrelas.
E você me deu uma canção naquele dia,
porque eu não tinha nenhuma canção.
Eu era como uma caixinha de música sem som.
Apenas uma linda bailarina girando, mas sem nenhum som.
E em nome de todos esses momentos lindos.
E numa língua que mais ninguém irá compreender,
eu tenho cometido pecados.
Pecados por você, pecados por nós.
Pecados pelo futuro do pretérito.
Pelos nossos filhos trilíngues.
Pelo enroscar de gato nas tuas pernas.
Pela canção que hoje eu canto só.
Pecados.
Um comentário:
nossa, lágrimas nos olhos aqui...
lindo, lindo, lindo, lindo!
Ps.: to sempre lendo tudo por aqui, mas na hora de comentar, me faltam as palavras...
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