Como é de praxe, todo domingo de manhã (ultimamente tem sido domingo sim, domingo não) eu vou fazer a minha sagrada Campanha do Quilo. Sempre gostei do trabalho e alguém precisa acompanhar o meu vôzinho. Então eu vou. O trabalho é muito simples: arrecadamos comida e montamos cestas básicas. Aceitamos também roupas, remédios, produtos de limpeza, o que tiver. E meu vô que é o diretor da tarefa, montou um esquema de ruas e itinerários pra ninguém repetir rua no mesmo mês. Sempre tem umas situações meio inusitadas, mas de qualquer maneira eu gosto muito do trabalho. Daí toco num apartamento. O cara atende, eu peço e ouço como resposta: Ih, não vai dar, minha mulher saiu... Bem, tudo bem, é a vida. Mais a diante, numa casa o cara vem ao portão e me diz meio sem graça: oh moça, milha esposa saiu e só ela que mexe na despensa. Eu comecei a rir. Na casa da minha vó é a mesma coisa. Meu avô não mexe em nada sem falar com ela. Acho que de uma certa forma, as donas de casa criam um monopólio sobre as coisas da casa, a gente fica meio dependente delas pra fazer tudo em casa. Nunca vi ninguém aqui em casa ligando a máquina ou mexendo no ferro de passar roupa. Só a minha mãe faz isso. E se dizemos a ela que nós mesmos fazemos, ela diz: não, eu gosto de fazer. Claro que tem dias que eu sei que a minha mãe quer me estrangular pela bagunça do meu armário e aí a conversa muda de figura: ninguém me ajuda! Ninguém faz nada aqui! E eu tenho vontade de lembrá-la que quando eu quero fazer, ela não deixa. Então ficamos naquele velho impasse: elas fazem e não deixam mais ninguém fazer, mas na hora do cansaço... É farpa pra tudo que é lado!!
Trilha do Post: Dirrrrty, Christina Aguilera. Toda vez que eu vejo o vídeo eu juro que queria participar dele, rs.
3 comentários:
Mãe é tudo igual, só muda de endereço. haha
Sorte sua que você tem mãe em casa pra arrumar o seu armário. O meu é uma caverna onde nem sei mais o que tem.
Um dia você vai entender os "xiliques" da sua mãe, deixe estar...Beijo.
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