segunda-feira, julho 17, 2006

No samba...

Bom, então ontem foi dia de ir no meu digníssimo samba tentar fazer uma despedida pra Dani, ou pelo menos estar perto dela nesse último final de semana em BH, já que o resto do povo é muito enrolado. Engraçado a relação que eu tenho com o pessoal da faculdade, por causa da flexibilização do curso (Letras) a gente se separou (cada um fazendo sua língua específica) mas todo mundo tem mil histórias pra contar e um carinho que não se acaba. Pelo menos na diretoria - Eu, Lú, Dani, Clarice, Lídia, Cefas e Fofuxo - porque o resto sempre odiou a nossa vida ao mesmo tempo boêmia e por outro lado academicamente boa, nunca tirávamos notas ruins apesar das manhãs na cantina fazendo o social. Mas enfim, com a partida da Dani, ficamos só eu e a Lú, porque o resto das meninas está em outras cidades (ou países) e os meninos são mesmo desgarrados. Me dá tristeza em saber que talvez nunca mais tenhamos a chance de estarmos todos juntos pra nos lembramos de Andiroba, do ENEL, da ABRALIC, dos churrascos e bebedeiras sem fim que vão deixar saudades e muitas fotos. Mas enfim, lá fomos nós para o meu amado Cartola. Infelizmente, o Cartola virou moda: gente que nem sabe distinguir um bom samba de raiz de um pagode (nada contra, mas tbm nada a favor), marobeiros sarados, adolescentes cheios de hormônios (pq em samba dá mulher e mulher bonita mesmo) e homem que normalmente não pega NADA e acha que vai pegar todas estão ali. Ali também estão as mocinhas interessadas num namoradinho, aquelas que vão com as roupinhas da moda (que esse ano é a calça jeans com uma bota baixa por cima - tinha pelo menos umas 50 assim lá) e que acham que Cartola era fundador do Katinguelê. Olha, não que eu seja elitista ou chata de galocha (ou eu sou, rs) mas ah, quer lugar da moda, quer desfilar ou pegar mulher volta pra Savassi porra! Não lota o meu samba, não fica naquelas de agarrar a mulher que nem é nesses Axé da vida (ontem o cara fez isso com a gente umas 3 vezes: DETALHE o cara xavecaca as meninas e eu e ia ficar com uma retardada que tava vendo tudo, mas bêbada que nem um gambá)... MUito chato isso. Os únicos caras bacanas do samba eram aqueles que sempre vão lá, os caras que vão pra dançar, que te tiram pra dançar sem ficar naquele "vc vem mto aqui?" o tempo todo (claro, um xaveco faz bem e eu gosto, mas tem cara que é sem noção, que acha que pode chegar pegando e que é irresistível, típico dos playboyzinhos argghhhhhhhh), E além deles tinha um pessoal de Brasília lá muito legal, encantados com a hospitalidade mineira e é claro com a mulherada. Mas foram classudos e gente fina a noite inteira. Claro que nada disso abalou a minha noite de despedida. Como prometido eu e Dani tomamos um porrezinha básico, rimos demais e encontramos pessoas muito legais ao longo da noite. Claro, que pra completar esse novo Cartola, tinha que ter tido um barraco básico de 2 machões por um lugar na minúscula fila, porque um deles não podia, do alto da sua cachaçada, esperar mais cinco minutos na fila pra pagar. Mas enfim, a noite foi boa e minha amiga Dani, vai deixar saudades. São noites e histórias como essas que eu quero contar quando estiver bem velhinha, rs. Pra vcs uma boa segunda.

Um comentário:

Anônimo disse...

Engraçado como é moda: até dois meses atrás, era i-nad-mis-sí-vel sair com a calça pra dentro da bota (a não ser que você fosse no jóquei para praticar equitação, ou numa festa à fantasia).

Basta a "moda" mudar de idéia e tão todas lá, com suas calças devidamente enfiadas pra dentro dos calçados. (e como isso fica feio, meu Deus! Ô, mulherada sem noção!)

Sobre os manés das baladas, procure uns textos mais antigos do www.mesadebotequim.blogspot.com, e morra de rir. Ou de chorar, sei lá.