quarta-feira, julho 12, 2006

Hoje voltando do serviço eu me deparei com um acidente, que provavelmente levaria o senhor acidentado à morte, quer dizer, eu não sou médica não sei de nada. Mas pela pancada que ele tinha levado, is ser difícil mesmo sobreviver, principalmente sendo ele já de idade. Eu tava no ônibus. Aquilo me atingiu, me chocou. Eu não tenho medo da morte, mas ter que encará-las as vezes é muito difícil. Até os 21 anos eu nunca tinha estado muito próxima de um cadáver. Foi quando a minha linda tia Cida partiu em 2001 e um que eu cheguei perto de um caixão, fui num velório e etc (tinha tido o do pai do Daniel, mas eu nem o conhecia direito). Olhando o corpinho sem vida e pequenino daquela que fora minha tia eu fiquei querendo beliscá-la pra ver se ela voltava. Foi só na hora de fechar o caixão é que a minha ficha caiu. Eu não ia mais ouvir ela me chamar de doçura, dizer que eu precisava de um namorado e xingar as minhas primas de vez em quando. Enfim, foi a primeira vez que eu encarei de fato uma perda e eu senti isso de maneira muito profunda. Dentro do ônibus, tentava se buscar um culpado para o acidente, alguns falavam do trânsito, outros da imprudência (suposta) do pedreste. Mas nessa hora isso já não importava. Que Deus o tenha!

Um comentário:

Anônimo disse...

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